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Soft skills e hard skills: O que realmente importa na hora de contratar?

A evolução dos critérios de contratação

Durante muitos anos, os processos seletivos priorizaram majoritariamente as hard skills. Conhecimentos técnicos mensuráveis, certificados e experiências práticas eram considerados suficientes para definir a competência de um profissional.

No entanto, o mercado de trabalho passou por transformações profundas. Hoje, as empresas enfrentam desafios complexos, ambientes dinâmicos e demandas que exigem muito mais do que domínio técnico. Como resultado, as soft skills ganharam relevância estratégica e se tornaram indispensáveis para decisões de contratação.

Embora ambas as competências sejam importantes, entender o equilíbrio entre elas é fundamental. Isso ocorre porque contratar somente pelo currículo técnico pode gerar equipes pouco adaptáveis, com dificuldades de comunicação e incapacidade de lidar com mudanças.

Por outro lado, focar apenas em características comportamentais também se torna arriscado, já que muitos cargos dependem de conhecimento operacional para gerar resultados. Por isso, compreender a natureza e a aplicação de cada grupo de habilidades é essencial para orientar escolhas mais assertivas.

O que são hard skills e por que continuam indispensáveis

As hard skills correspondem a habilidades técnicas adquiridas por meio de cursos, certificações, treinamentos ou experiências práticas. Elas demonstram a capacidade do candidato de executar tarefas específicas, como operar ferramentas, dominar softwares, aplicar metodologias ou atuar em processos que exigem conhecimento especializado. Por esse motivo, continuam sendo um critério relevante para garantir qualidade e eficiência.

Além disso, muitos setores dependem das hard skills para manter padrões de segurança, conformidade e produtividade. Por exemplo, áreas como engenharia, saúde, programação, finanças e arquitetura exigem conhecimento técnico que não pode ser substituído apenas por habilidades comportamentais. Nesse sentido, essas competências seguem atuando como um pré-requisito básico em grande parte das contratações.

No entanto, embora sejam um ponto de partida, as hard skills não garantem desempenho sustentável. Muitas organizações já perceberam que colaboradores com alto domínio técnico, mas baixa capacidade de adaptação, podem gerar conflitos, resistir a mudanças e comprometer resultados coletivos.

A ascensão das soft skills e sua importância estratégica

As soft skills representam as habilidades comportamentais e socioemocionais que influenciam diretamente o modo como o profissional se relaciona, comunica e decide. Elas incluem competências como empatia, colaboração, liderança, pensamento crítico, inteligência emocional e resolução de problemas. Nos últimos anos, essas habilidades se tornaram diferenciais competitivos, principalmente em ambientes corporativos que valorizam inovação e flexibilidade.

Isso ocorre porque, mesmo quando um colaborador possui excelente conhecimento técnico, sua capacidade de entregar valor depende da forma como ele interage com as pessoas ao redor. Além disso, equipes diversas e multifuncionais exigem comunicação clara, abertura ao diálogo e gestão eficiente de conflitos. Portanto, profissionais que desenvolvem soft skills conseguem se adaptar mais rapidamente, aprendem com mais facilidade e contribuem para um clima organizacional saudável.

Outra razão para a valorização das soft skills é que elas tendem a ser mais difíceis de desenvolver no curto prazo. Embora seja possível treinar conhecimentos técnicos rapidamente, habilidades como empatia, resiliência e proatividade exigem vivência, reflexão e consistência. Isso reforça o interesse das empresas em identificar candidatos que já demonstrem maturidade emocional e inteligência relacional.

Como combinar as duas competências para contratar melhor

Diante desse cenário, o grande desafio das empresas é encontrar o equilíbrio ideal entre hard skills e soft skills. Não se trata de escolher uma e descartar a outra, mas de avaliar como elas se complementam. Uma contratação eficaz considera o domínio técnico necessário para a função, ao mesmo tempo em que avalia comportamentos que sustentam a performance no longo prazo.

Para alcançar esse equilíbrio, é importante seguir algumas práticas estruturadas.

Avaliação prática das hard skills

Testes técnicos, portfólios, simulações e estudos de caso ajudam a validar se o candidato realmente domina as habilidades que declara no currículo. Além disso, essas atividades tornam o processo mais transparente e reduzem riscos de incompatibilidade. É importante que os avaliadores considerem não apenas a execução, mas também a capacidade de explicar raciocínios e demonstrar consistência na entrega.

Identificação das soft skills no comportamento real

As soft skills podem ser observadas por meio de entrevistas estruturadas, análise de comportamentos anteriores, dinâmicas e perguntas situacionais. Perguntas que exploram experiências reais ajudam a entender como o candidato se posiciona diante de desafios, como reage a conflitos e de que forma toma decisões. Outro ponto importante é observar a postura durante todo o processo. Pontualidade, clareza na comunicação, escuta ativa e respeito ao tempo da conversa indicam maturidade comportamental.

Adequação cultural e alinhamento de valores

Além das competências técnicas e comportamentais, a contratação eficaz também considera o fit cultural. Profissionais alinhados ao propósito e aos valores da empresa tendem a se manter mais motivados e engajados. Para isso, é fundamental que o processo seletivo explore expectativas, princípios e visão de carreira, permitindo que ambas as partes avaliem se existe compatibilidade.

Desenvolvimento contínuo dentro da empresa

Mesmo após a contratação, o desenvolvimento de soft skills e hard skills deve ser incentivado. Programas de treinamento, feedback estruturado e avaliações periódicas fortalecem o desempenho individual e coletivo. Organizações que investem nessa evolução tornam-se mais competitivas e aumentam a retenção de talentos.

Por que as soft skills têm recebido mais destaque na decisão final

Embora as hard skills continuem essenciais, as soft skills muitas vezes definem a escolha final entre candidatos. Isso ocorre porque o conhecimento técnico pode ser ensinado, enquanto o comportamento tem ligação com traços, valores e experiências pessoais. Além disso, profissionais com boas habilidades comportamentais tendem a gerar menos retrabalho, colaborar melhor e sustentar relacionamentos internos mais saudáveis.

Outro ponto importante é que o mercado de trabalho está mais dinâmico do que nunca. Novas tecnologias surgem rapidamente e mudam processos inteiros. Nesse contexto, adaptabilidade, pensamento analítico e aprendizagem contínua se tornam fundamentais. Portanto, candidatos que demonstram essas competências são vistos como investimentos mais seguros.

No final das contas, o que importa é a capacidade do profissional de entregar resultados de forma ética, colaborativa e alinhada ao propósito da empresa. Por isso, a combinação equilibrada de soft skills e hard skills é o que realmente faz diferença na hora de contratar.


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Tópicos importantes

  • A contratação eficiente depende da combinação equilibrada entre competências técnicas e comportamentais.
  • As hard skills garantem conhecimento operacional e segurança na execução das tarefas.
  • As soft skills sustentam relacionamentos, tomada de decisão e adaptação a mudanças.
  • Processos seletivos completos avaliam ambas as dimensões para reduzir riscos e aumentar a assertividade.
  • O desenvolvimento contínuo fortalece o desempenho profissional e potencializa resultados organizacionais.
Stefanie Aoki - Aoki RH
Stefanie Aoki | Consultora de RH

Desenvolvedora e responsável pela Aoki RH. Atuo como consultora e especialista em recolocação profissional desde 2021, desenvolvendo estratégias de colocação por meio da criação de materiais profissionais estratégicos, como currículos, cartas de apresentação e comunicações profissionais, com foco em posicionamento e visibilidade no mercado de trabalho. Meu trabalho é reconhecido no LinkedIn pela clareza, pelo design alinhado à estratégia e pela aderência às demandas do mercado.

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